Qual cooktop comprar: gás, indução ou elétrico
Atualizado em 12/10/2026 · Guia informativo, sem testes próprios de produtos.
O cooktop é a mesa de cozimento embutida na bancada, sem forno embaixo. Ele libera espaço e deixa a cozinha mais limpa visualmente, mas exige planejamento: medida do recorte, ponto de gás ou circuito elétrico e, no caso da indução, panelas compatíveis.
Cooktops a gás de uso doméstico entram no programa compulsório do Inmetro para fogões e fornos a gás, com etiqueta de eficiência (ENCE) própria para cooktops de GLP e de gás natural. Abaixo, os pontos para escolher entre os tipos.
Se a cozinha está em reforma, decida o tipo de cooktop antes de cortar a bancada e fazer a parte elétrica e de gás: mudar de ideia depois costuma sair caro.
O que observar
- Tipo de energia. Gás (botijão GLP ou gás natural encanado) é o mais comum e aceita qualquer panela. Indução aquece a própria panela por campo magnético: é rápida e precisa, mas exige panelas compatíveis. O elétrico vitrocerâmico aquece a placa por resistência, aceita panelas de fundo plano e costuma ser mais lento.
- Número de bocas e medida do recorte. Há modelos de 1 a 5 bocas. Antes de comprar, confira a medida do recorte na bancada indicada no manual. Em uma troca, procurar a mesma medida evita cortar granito ou quartzo de novo.
- Gás: mesa, queimadores e segurança. A mesa pode ser de vidro temperado (fácil de limpar) ou inox. Queimador tripla chama é útil para wok e panelas grandes. O acendimento automático precisa de tomada próxima. Alguns modelos têm sistema que corta o gás se a chama apagar. A conversão entre GLP e gás natural deve ser feita por técnico, com os injetores corretos.
- Indução: instalação elétrica. Cooktops de indução de várias zonas somam potência alta e, em geral, pedem circuito exclusivo, quase sempre em 220 V, com fiação e disjuntor dimensionados por um eletricista. Confira a potência total e a tensão na ficha técnica antes de comprar.
- Indução: panelas compatíveis. A panela precisa ter fundo ferromagnético. O teste é simples: se um ímã gruda no fundo, ela funciona. Alumínio e vidro comuns não funcionam sem um disco adaptador.
- Recursos. Timer por zona, função booster (potência extra temporária), trava para crianças e indicador de calor residual são úteis no dia a dia.
- Etiqueta e garantia. A ENCE deve estar visível no ponto de venda dos modelos a gás. Garantia: pelo Código de Defesa do Consumidor, o prazo para reclamar de defeito em produto durável é de 90 dias, somado à garantia do fabricante. Em compra pela internet, você pode desistir em até 7 dias após o recebimento.
Para quem é cada tipo
- Gás 4 ou 5 bocas. Para famílias que já têm ponto de gás e usam panelas variadas.
- Gás 1 ou 2 bocas (dominó). Para cozinhas pequenas ou como complemento de outro cooktop.
- Indução. Para quem quer rapidez, controle fino de temperatura e limpeza fácil, e pode adequar a instalação elétrica.
- Elétrico vitrocerâmico. Para quem não tem gás e não quer trocar panelas, aceitando aquecimento mais lento.
Passo a passo para decidir
- Confira o que a sua cozinha tem: ponto de gás (GLP ou encanado) e circuito elétrico disponível.
- Escolha o tipo: gás, indução ou elétrico.
- Defina o número de bocas e confira a medida do recorte na bancada.
- Para indução, teste suas panelas com um ímã e consulte um eletricista.
- Confira a etiqueta do Inmetro nos modelos a gás e a garantia.
Erros comuns
- Comprar sem conferir a medida do recorte da bancada.
- Instalar indução em tomada comum ou circuito compartilhado.
- Levar cooktop de indução e descobrir que as panelas de alumínio não funcionam.
- Fazer a conversão de GLP para gás natural por conta própria.
- Esquecer a tomada para o acendimento automático do modelo a gás.
Resumo: o que priorizar
Se a sua cozinha já tem ponto de gás e você não quer obra elétrica nem trocar panelas, um cooktop a gás de 4 ou 5 bocas com mesa de vidro e acendimento automático é a opção mais simples. Se você busca rapidez, controle fino e limpeza fácil, e pode adequar o circuito elétrico, a indução é a mais moderna. O elétrico vitrocerâmico atende quem não tem gás e não quer trocar panelas.
Seja qual for o tipo, confira a medida do recorte da bancada, a etiqueta do Inmetro nos modelos a gás, a instalação por profissional e a garantia. São esses detalhes, mais que a marca, que evitam dor de cabeça depois da compra.
Considere também o custo de uso: compare o preço do gás que você paga com a tarifa de energia da sua região antes de decidir entre gás e indução.
Perguntas frequentes
Cooktop a gás ou indução?
Gás é mais barato de comprar, aceita qualquer panela e não exige obra elétrica. Indução é mais rápida e fácil de limpar, mas precisa de circuito adequado e panelas com fundo magnético.
Como saber se a panela serve para indução?
Encoste um ímã no fundo da panela. Se ele grudar firme, a panela funciona na indução.
Cooktop de indução precisa de 220 V?
A maioria dos modelos de várias zonas trabalha em 220 V e pede circuito exclusivo. Confira a ficha técnica e consulte um eletricista antes da compra.
Cooktop a gás tem selo do Inmetro?
Sim. Fogões e fornos a gás de uso doméstico têm certificação compulsória, e há etiquetas de eficiência específicas para cooktops de GLP e de gás natural.
Quem instala cooktop?
A instalação de cooktop a gás deve ser feita por profissional habilitado, com teste de vazamento. Para indução, um eletricista deve conferir circuito, fiação e disjuntor. Muitos fabricantes indicam a rede autorizada para a instalação.
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